Paraty
RJ · Brasil
Cidade colonial da Costa Verde fluminense, Patrimônio Mundial da UNESCO com a Ilha Grande, Paraty junta Centro Histórico de pedra, baía com cerca de 65 ilhas, praias caiçaras, cachoeiras e alambiques de cachaça.
O que fazer em Paraty
1. Centro Histórico e cultura
O Centro Histórico é pequeno, mas pede mais de uma visita, em horários e luzes diferentes. Um passeio guiado dura cerca de 2 horas e explica o traçado das ruas, as igrejas e a relação da cidade com a maré.
- Igreja de Santa Rita: a mais antiga da cidade, de 1722, à beira da baía. Abriga o Museu de Arte Sacra. É o cartão-postal de Paraty.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios: templo neoclássico inaugurado em 1873 e nunca concluído, sem as torres previstas. Costuma abrir em festas religiosas, como a do Divino e a Semana Santa.
- Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito: igreja de 1725, reconstruída em 1757, ligada à irmandade dos negros escravizados. É a única da cidade com altar dourado.
- Casa da Cultura: casarão com exposições sobre a história e a cultura local, no meio do Centro. A entrada é gratuita.
- Forte Defensor Perpétuo: no morro entre o Pontal e o Jabaquara, onde ficava o primeiro povoado. Tem canhões, museu e vista da baía.
- Marés nas ruas: nas luas cheia e nova, a maré alta entra em trechos como a Rua da Praia, perto de Santa Rita. Consulte a tábua de marés e chegue cerca de 1 hora antes do pico.
2. Passeios de barco pela baía
A baía de Paraty tem cerca de 65 ilhas e praias que só se alcançam pelo mar. Os passeios saem do cais do Centro por volta das 11h e duram de 5 a 6 horas, com 3 ou 4 paradas para banho e mergulho com snorkel.
- Escuna: barco grande, com almoço a bordo e música. É a opção mais barata, mas tem roteiro fixo, pouco tempo em cada parada e lotação na alta temporada.
- Lancha ou traineira: privativa ou em grupo pequeno, com roteiro flexível e paradas em restaurantes de praia. Custa mais, mas rende melhor para grupos.
- Paradas comuns: Ilha Comprida, Ilha da Cotia, Praia da Lula, Praia Vermelha e Lagoa Azul, de água calma e transparente.
- Dica: escolha um dia de sol e reserve com empresas bem avaliadas. Há relatos de golpes na venda de passeios. Algumas ilhas da Estação Ecológica de Tamoios são proibidas ao desembarque.
3. Praias
As praias do Centro, como Pontal e Jabaquara, têm água rasa e servem mais para quiosque e pôr do sol que para banho. As melhores para nadar ficam em Trindade, na Juatinga e nas ilhas.
- Trindade: vila a cerca de 25 km do Centro, com as praias do Cepilho (surfe), dos Ranchos, do Meio e do Cachadaço. A Piscina Natural do Cachadaço, dentro do Parque Nacional da Serra da Bocaina, fica a cerca de 800 m de trilha depois da praia, ou a poucos minutos de barco. Dá para ir e voltar no mesmo dia de ônibus.
- Praia do Sono: faixa longa de areia com comunidade caiçara, bares e campings. Chega-se por trilha de cerca de 1 hora a partir do Condomínio Laranjeiras ou de barco. Da ponta do Sono, trilhas levam às praias dos Antigos, Antiguinhos e Ponta Negra.
- Paraty-Mirim: praia de mar calmo a 17 km do Centro, com uma igreja do período colonial junto à areia. É também o ponto de saída para o Mamanguá.
- São Gonçalo e Tarituba: praias à beira da BR-101, rumo a Angra, com acesso de carro ou ônibus.
4. Cachoeiras
As cachoeiras mais visitadas ficam na estrada Paraty–Cunha, a menos de 10 km do Centro. A água é fria o ano todo e o volume cresce no verão.
- Cachoeira do Tobogã: laje de pedra lisa que forma um escorregador natural até um poço, no km 7,8 da estrada, junto à Igreja da Penha. Desça sempre sentado: há registros de acidentes com quem escorrega em pé.
- Poço do Tarzan: poço fundo a cerca de 5 minutos de trilha leve do Tobogã, com bar ao lado. Costuma ser menos cheio.
- Pedra Branca e Usina: no km 3,5 da mesma estrada, por um trecho de terra que pede carro alto em dias de chuva.
- Dica: agências fazem passeios de jipe 4x4 que juntam cachoeiras e alambiques em cerca de 6 horas, com busca na pousada.
5. Trilhas e natureza
Boa parte do município está em áreas protegidas, e há trilhas de meia hora a vários dias. Nas longas, vá com guia credenciado e avise alguém do roteiro.
- Caminho do Ouro: trecho preservado do calçamento colonial por onde passava o ouro de Minas, na Serra da Bocaina. A visita é guiada, sai com agências do Centro e leva de 2 a 3 horas, com ruínas e cachoeiras no percurso.
- Saco do Mamanguá: braço de mar estreito e comprido entre montanhas, com manguezal, praias e comunidades caiçaras, dentro da APA de Cairuçu. Chega-se de barco a partir de Paraty-Mirim. A trilha do Pico do Pão de Açúcar tem cerca de 1 hora de subida íngreme e vista de todo o Mamanguá.
- Travessia da Juatinga: caminhada de 4 a 5 dias pela península da Juatinga, entre Paraty-Mirim e Ponta Negra, passando por vilas caiçaras da Reserva Ecológica da Juatinga. Exige guia e preparo.
- Cachoeira do Saco Bravo: queda que cai direto no mar, perto de Ponta Negra, por trilha difícil. A visitação é ordenada pelo INEA.
6. Cachaça e alambiques
Paraty produz cachaça desde o período colonial, e a de alambique local tem selo de origem reconhecido pelo INPI.
- Visita a alambiques: engenhos como Engenho D'Ouro, Coqueiro, Maria Izabel e Pedra Branca recebem visitantes, mostram a produção e oferecem degustação. Muitos não cobram a visita.
- Como ir: a maioria fica na estrada Paraty–Cunha ou em estradas de terra próximas. Vá com motorista ou em passeio de jipe se for beber.
Uma sugestão para três dias: no primeiro, caminhada guiada pelo Centro Histórico e jantar por lá; no segundo, passeio de barco pela baía num dia de sol; no terceiro, Trindade ou cachoeiras e alambiques. Com mais dias, some o Mamanguá e a Praia do Sono.
Dados Gerais
Gentílico
paratiense
Fundação
28/02/1667
Fuso Horário
America/Sao_Paulo
Website
População
45k hab.
Área
924.3 km²
Dist. capital
258 km
DDD
24
Temp. média
23.3°C anual
Altitude
5m
Clima
Tropical úmido
Essenciais do Brasil
Cotação USD
R$ 5,73
Voltagem
127V / 220V
Tomada
Tipo N
Idioma
Português
Emergências
190 / 192 / 193
